Como já vos tinha contado, pouco tenho feito para a minha carreira de Apresentadora de Tv. Contudo, posso destacar certos detalhes que realmente me fizeram perceber que aqui não se brinca.
Um dos módulos (últimos) que tivemos, contou com a presença de Francisco Penim. Ele é muito magro, deveras magro. E eu não sabia, mas sofre de um certo tique de gaguice. Durante o seu discurso, por vezes, as palavras aaaarrastavam-se, o que acabaria por ter alguma piada e charme.
Charme e gaguice á parte, teve-nos a explicar o discurso em roda livre que me preocupa e assusta bastante. Imaginem que nos dizem no auricular : "Temos uma avaria, não podemos continuar a emissão, vai falando até nós resolvermos isto".
Medo, muito MEDO! Tenho que saber tudo, sobre tudo, conjugar tudo..
aie, aie, aie, com esta memória de galinha, como é que eu vou conseguir fazer isso?
Um dos bons exemplos que ainda hoje vi num canal da tv cabo foi:
Apresentadora acrescenta uma informação biográfica ao discurso do entrevistado.
E ele responde: Muito Bem, estou a ver que tem trabalhado bem!
Nesse mesmo canal, 15min depois, a apresentadora diz que o senhor fez tragédia (em teatro), ao qual o entrevistado responde: "Não, não, eu nunca fiz tragédia". A apresentadora não sabia o que havia de dizer, disse-lo para "Encher" o espaço e tempo do programa o que resultou num comentário infeliz e numa situação pouco confortável para a apresentadora.
Conclusão: tudo o que for dito por vós será usado contra ou a favor da vossa imagem.
Os telespectadores não são propriamente meiguinhos nos juízos que estabelecem.
Cunhas... factor essencial neste meio, quase como comer 2 peças de fruta por dia.
Cunhas... factor essencial neste meio, quase como comer 2 peças de fruta por dia.
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